Bem - vindo ao nosso site

 

Obrigado Deus,obrigado mesmo por me permitir realizar esse sonho,esse trabalho fotográfico.


Agradeço aos amigos Ronaldo Bom Stark e Ademir Vírgulino ( Barco Vovó Ana ) e ao povo do Sul do Amazonas que se deixou fotográfar,


Quero também agradecer a minha família que mora no Rio de Janeiro,que entende o meu amor por essa região,


Espero que gostem desse trabalho e que Deus abreçoe a  todos.

 

Enquete

Você gotos das fotos

Sim (61)
97%

Não (2)
3%

Total de votos: 63

 

DESSA VEZ, O LEIGO PODE TER RAZÃO.

 

 

Por: Nã Batista

Porto de Humaitá
Humaitá-AM. Um senhor aparentando uns 70 anos, caminhando do centro da cidade para o bairro de Santo Antonio, olha a professora que observava fixamente a construção do porto flutuante de Humaitá e diz;
 
“Professora, eu sou um analfabeto, pouco sei de construção seja ela qual for, mas só sei que aí, não é lugar pra fazer porto com balsa, bem de frente para a curva do rio, e, se descer uma samomeira (Sumaumeira) ou um açacuzeiro, ou ainda formar um grande balseiro leva essa balsa com tudo!”

O comentário feito ali deixou a professora com dúvidas e se sentiu mais leiga ainda do que aquele senhor.
 

E hoje sem questionar a engenharia tal qual o senhor, ainda zoa como dúvida na cabeça da professora.

Acontece que o rio Madeira, como escrevi em meu livro “Os Recreios os ônibus da Amazônia” é um rio em formação e o volume de suas águas caudalosas e barrentas, torna-se muito velozes, é rio Madeira por causa das árvores, troncos (madeira) que descem arrastando tudo que estiver em sua frente.

Não vamos aqui questionar a obra ou o local, talvez pela profundidade, sei lá, não sou especialista, mas as águas do rio Madeira são impiedosas e um porto de frente para curva do rio é exatamente um grande desafio a natureza.

Quando olhamos toda aquela estrutura de ferro (acredito que seja) podemos imaginar nada pode destruir e de todo coração, espero que não mesmo! Porem, algumas historias precisam ser relembradas todas no Município de Humaitá;

01- O igarapé de Três Casas de tanto o barranco desmoronar, já mudou seu curso varias vezes, alguns lugares sumiram no leito do rio Madeira.

02- Em Providência existe um ferro de atracação de navios a mais ou menos 500 metros dentro da mata, o rio já passou por lá.

03- A comunidade de Parafuso caiu toda em menos de algumas horas.

04- E na cidade mesmo, o rio Madeira destruiu o bairro da Arena e por tantas vezes próximo da igreja Matriz, nada de cobra grande! (como diz a lenda) foram às águas violentas do nosso rio.

Talvez o senhor mesmo analfabeto das letras, seja um sábio de experiência vivida de tantas e tantas remadas na proa de sua canoa subido o rio na luta do bravo contra o bravo.

Autor: Nã Batista

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Ciclista  humaitaense  é  destaque  no  G1 

 O ciclista amazonense Valdeni Pinheiro Alves, 32 anos, completou oito meses pedalando pelo país nesta segunda-feira (17), quando cruzou pela cidade de Resende (RJ). Ele saiu de casa, em Humaitá (AM), em 17 de maio de 2010, já passou por 17 capitais e diz que percorreu 11,3 mil quilômetros no período. A próxima parada será no Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida, antes de chegar a São Paulo.

O objetivo da viagem é conhecer as capitais dos 26 estados do país e o Distrito Federal. Ele já tinha feito uma viagem semelhante em 2008, quando percorreu nove estados em cinco meses. “Quero ver se consigo entrar no livro dos recordes e fazer todos os estados em menos de um ano.”

Durante o atual percurso, Alves disse que saiu de Humaitá e seguiu para Porto Velho, depois pedalou para Rio Branco, voltando em seguida para Porto Velho, de onde saiu para Cuiabá, Goiânia, Palmas, Belém, São Luís, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Vitória e Rio de Janeiro.

Ciclista pedala 8 mesesCiclista leva poucas peças de roupa e cadernos de anotações no bagageiro (Foto: Glauco Araújo/G1)

Mas foi em Porto Velho onde mais tempo ficou. “Meu dinheiro acabou e precisei arrumar algum trabalho para poder comer na viagem. Não gosto muito de ficar pedindo para os outros. Trabalhei na obra de uma barragem durante dois meses. Consegui juntar mais de R$ 2 mil e pedi demissão para seguir viagem. O dinheiro acabou em um mês.”

Foi também em Porto Velho que Alves passou pelo primeiro problema sério em sua trajetória. “Fui assaltado. Levaram meu capacete e meu caderno de atas, onde escrevia um diário de viagem e registrava todas as cidades por onde passava.” Alves disse que os problemas não pararam por aí. “Fui assaltado de novo, em São Luís. Passei um período da viagem sem capacete. Eu pedia para as pessoas me ajudarem a arrumar um capacete, mas tive de andar dez capitais sem essa segurança.”

Ciclista pedala 8 meses 04Ciclista ganhou capacete novo de vendedor
ambulante (Foto: Glauco Araújo/G1)

O ciclista lembrou do amigo que fez durante a viagem, quando passou pela Praia de Copacabana. “Foi um vendedor ambulante que me deu um capacete novo. Ele se chama Ligeirinho. Sou muito agradecido a ele por esse capacete.”

Alves afirmou que o pneu da bicicleta furou 19 vezes durante os oito meses. “Muita gente acabou me ajudando, principalmente na manutenção da bicicleta. Nos postos de combustíveis é onde eu recebo mais ajuda, onde consigo um lugar para dormir e comer”.

Nesta segunda-feira, quando encontrou com a reportagem do G1, às 17h, Alves disse que ainda não tinha comido nada. No guidão, além das fotografias de pessoas queridas e dos adesivos de estabelecimentos comerciais que o apoiaram para a viagem, Alves carrega um reservatório de água, que usa constantemente para se manter hidratado, sem precisar parar a bicicleta. No bagageiro, apenas poucas peças de roupas e os cadernos de anotações.

Ciclista pedala 8 meses 03No guidão, ciclista leva fotografias de pessoas
queridas (Foto: Glauco Araújo/G1)

Passado ruim
Alves chorou ao lembrar da mãe, Raimunda das Chagas Pinheiro, que, segundo ele, é sua maior incentivadora. “Não é um sonho meu andar pelo país de bicicleta. Eu vivia num mundo errado e fazia minha mãe sofrer muito. Hoje tenho uma vida correta, graças a Deus e a Virgem de Nazaré. Cometi vários delitos, fui preso várias vezes e hoje estou recuperado e quero dar uma vida melhor para minha mãe e dar mais alegrias para ela.”

Ainda com os olhos cheios de lágrimas, ele lembrou que a mãe vende salgados para sustentar a família. “Ajudei muito ela a educar meus outros dois irmãos. Espero voltar para dar um abraço nela em março. Eu falo para ela que vou desistir, principalmente depois que me roubaram, e ela diz para eu continuar.”

O ciclista amazonense tem como próximos destinos São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. De lá, ele segue para o Nordeste.

 

Vida no Barco

O mundo amazônico é um mundo aquático. Nossos rios são nossas estradas e por eles navegam milhares de barcos que a cada dia tomam rumos diferentes nesse imenso planeta líquido.

Nossos barcos equivalem aos ônibus e trens das grandes cidades. Com uma diferença, pelo tempo que se gasta viajando se constrói verdadeiros modos de viver. Tem gente que não consegue viver fora de um.
Viajar pela Amazônia de barco é uma viagem inesquecível, pois elas são feitas de modo intenso, onde o tempo é um fator relativo, o que conta é como viver aquelas horas, dias ou até mesmo semanas. Com todo o tempo a nossa disposição, não há porque ter pressa.

De uma conversa amigável a um relacionamento sério. De uma leve paquera, até um ato sexual completo ou quase e assim por diante. Ser esperto aqui é uma obrigação, há muitos roubos; principalmente nos portos por onde aportam.

Os preços das passagens variam muito, são vários os itens que definem o valor. O tipo de barco, o destino, a classe. Nem sempre o dinheiro está em mãos para pagar a passagem; muitos são aqueles que têm suas bagagens recolhidas por falta de dinheiro, alguns ainda retiram no porto do destino onde um parente ou amigo está ali para socorrer. Mulheres, na sua maioria jovens, costumam pagar com "favores sexuais", prática comum pelos barcos da vida afora.

Esses barcos não conduzim só passageiros, transportam praticamente quase tudo que é consumido nas pequenas cidades do interior do Amazonas. De gêneros alimentícios a celulares de última geração. Quase sempre de qualquer jeito.
Assim, eles fazem parte do mundo cultural do homem amazônico!

 

Santo  de  casa não faz milagres

 

 

Beem uma beleza próximo de nossos olhos!

Foto: Mauro Rosas
Humaitá-AM. O rio Beem, que parece insignificante ao desaguar no rio Madeira, pela parte de cima da cidade de Humaitá, ao adentramos no milenar rio de nome indígena, deparamos com casas palafitas e canos de esgotos direcionados para suas águas, o que é deprimente, mas, normal em qualquer cidade da região; grande, média ou pequena. Encontramos barcos na carreira para reforma e outros ancorados na fila de espera como se fosse hospital.

Até aí, nada de belo!

Ao adentrarmos ainda mais, começamos encontrar rabetas e mais rabetas, um com apenas pessoas, outros carregados com madeiras, outros com o jantar do dia e muitos com cachos de açaí ainda por debulhar, também acontecimento comum nas águas amazônicas.
Até aí, nada de belo!
Acontece que daí em diante, acima da foz do Caxiri, próximo ao igarapé Botelho a beleza começa a surgir com grande intensidade, fazendo com que a natureza caprichosamente moldure a bela paisagem formada por águas, árvores e céu, alem dos cantos continuo das aves.

Quantas vezes exaltamos as belezas dos outros e esquecemos-nos de conhecer o Beem em suas essência, mas profundamente, me assimilo aos brasileiros que querem conhecer primeiro Londres, Nova Iorque, Paris, Roma e etc. Antes de conhecerem qualquer cidade do Nordeste brasileiro ou até mesmo, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira no médio e auto rio Negro (são lidas!).
O rio beem é belo, acima do lugar Porção então essa beleza se intensifica, um verdadeiro encantamento e tudo isso bem próximo de nossos olhos, suas águas negras cristalinas e pequeno rio tornou-se mar pelas ilhotas inundadas e decoradas de marí-marís.

A beleza do rio impressiona, esse período do ano em que as terras baixas tornou-se igapós e as árvores secas tornou-se cacaia fica mais belo ainda.
Antes de fretar barcos para conhecer os lagos; Pupunhas, Três Casas, Acará, Uruapiara, ou os rios; Machado, Maicy e Marmelos, conheça o Bêem com beleza tal quanto os citados, apenas com um diferencial, é muito mais próximo de nós. E, aí você verá que tenho razão mesmo sabendo que, SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRES, mas é ele que embeleza o oratório.


por Nã Batista

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